sábado, 15 de julho de 2017

Alunos revivem Semana de Arte Moderna na Escola Djalma da Cunha Batista.


Buscando incentivar o estudo da arte e o despertar artístico dos alunos, foi realizada nessa sexta-feira a exposição Semana de Arte Moderna de 1922, com os alunos do 3º ano. 

O evento teve como objetivo conduzir os alunos em especial os do 3ª ano, para quem a temática explorada na atividade constitui conteúdo curricular – ao estreitamento de seus laços afetivos e intelectuais com as expressões artísticas modernistas, que promoveram uma grande discussão sobre nossa identidade cultural, em 1922.

Na abertura foi realizada uma palestra dos alunos sobre a Semana de Arte Moderna e ainda foram feitas declamações de poemas de Manuel Bandeira – Os sapos e de Oswald de Andrade – Ode ao Burguês. Também tivemos apresentações de obras produzidas pelos alunos sobre os principais artistas que expuseram na Semana de Arte Moderna de 1922 e apresentadas para os alunos do 1º e 2º ano, propondo uma interpretação relacionada com o objetivo da época, conteúdo este explorado pela professora Márcia Mourão em sala de aula.

O evento contou com apoio da Direção da escola.


O que foi a Semana de Arte Moderna?

A semana de arte moderna foi uma exposição organizada por artistas de vanguarda que aconteceu na cidade de São Paulo e influenciou na formação de um novo conceito de arte brasileira e consequentemente no ensino de artes nas escolas.

Entre 1900 e 1929, a Europa passava por um período de efervescência cultural, com manifestações artísticas que rompiam conceitos tradicionais, como o expressionismo alemão, o cubismo, a pintura abstrata, o dadaísmo e o surrealismo. Muitos pintores brasileiros viajaram a fim de conhecer novas formas de expressão e, ao retornar para o Brasil, trouxeram essas novas concepções estéticas.

O estopim para a explosão do modernismo foi o regresso de Anita Malfatti dos Estados Unidos após ter estudado Pintura. Na ocasião de sua volta, por instistência de amigos, fez uma exposição que recebeu muitas críticas, entre elas de Monteiro Lobato, que era crítico de arte do jornal Folha de São Paulo. O artigo causou muita polêmica e, a partir de então, consolidou-se um grupo de interessados em produzir uma arte renovadora. No artigo denominado “Paranoia ou Mistificação”, Lobato é implacável. 

Como resultado, de 13 a 17 de fevereiro de 1922, realizou-se no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna, na qual os artistas defendiam a liberdade e a incorporação das modernas formas de expressão do “estrangeiro” — não para copiá-las, mas para recriá-las de maneira própria. Sobre isso, Mário de Andrade afirmaria em 1928 que “a devoração cultural das técnicas importadas para re-elaborá-las com autonomia, convertendo-as em produto de exportação”. Ainda, a autêntica expressão artística brasileira deveria conter elementos dos diferentes “brasis”: o rural e o urbano, o antigo e o moderno, etc.

A exposição, com o apoio de influentes políticos e miliónários do café, contava com cerca de 100 obras, entre pintura e escultura, dispersas pelo saguão do teatro e três noites literário-musicais. As pinturas e esculturas provocaram reação de espanto por parte do público, enquanto as sessões de música e poesia eram vaiadas.

A Semana de Arte representou a independência cultural brasileira, pois despertou a consciência artística nacional para a produção de uma arte mais comprometida com as coisas do país.


































































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